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segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Projeto DeFi perde R$ 62 milhões em hack, mas comunidade cripto suspeita de golpe

 

Projeto DeFi perde R$ 62 milhões em hack, mas comunidade cripto suspeita de golpe

Foi o fato dos fundos terem sido drenados a partir do endereço que controla o protocolo que acendeu o alerta de golpe

“Vimos um exit scam no Defrost Finance. Tentamos entrar em contato com vários membros da equipe, mas não tivemos resposta. A equipe não tem KYC, mas estamos usando todas as informações que temos para ajudar as autoridades”, disse a empresa em um tweet desta segunda-feira (26).



Um exit scam citado pela Certik é um golpe no qual os criadores de um projeto somem do mapa após roubarem os fundos dos investidores que acreditavam na legitimidade do negócio.

Foi o fato dos fundos terem sido drenados a partir do endereço que controla o protocolo que acendeu o alerta de golpe pela comunidade.

Essa teoria também foi replicada pelos analistas do PeckShield: “Nossa análise mostra que um token colateral falso foi adicionado e um oráculo de preços malicioso é usado para liquidar os usuários atuais. A perda é estimada é de mais de US$ 12 milhões.”


Defrost nega golpe

“Defrost sofreu um primeiro hack envolvendo um ataque de flash loan [empréstimo relâmpago], que levou à drenagem dos fundos. O mesmo — ou outro — hacker também conseguiu roubar a chave do proprietário para um segundo ataque muito maior ao V1. Estamos trabalhando para descobrir como exatamente os invasores conseguiram obter a chave e a usaram para explorar o protocolo”, escreveu a empresa no domingo (25).

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Uniswap é criticada por plano de compartilhar endereços de carteira de usuários

 

Uniswap é criticada por plano de compartilhar endereços de carteira de usuários



A maior exchange descentralizada (DEX) do mercado cripto, a Uniswap (UNI), está recebendo muitas críticas de usuários por seu plano de compartilhar endereços de carteira com terceiros em caso de processos regulatórios ou legais. A medida consta na nova política de privacidade da DEX divulgada no dia 17 de novembro


“Queremos ser absolutamente claros sobre quais dados estamos protegendo e como usamos quaisquer dados que coletamos. A transparência é fundamental. Não queremos nunca surpreender os nossos usuários”, disse a Uniswap Labs em um post em seu blog.


Uniswap pode divulgar dados de usuários

De acordo com o post, a Uniswap poderá compartilhar as informações do usuário com terceiros em alguns casos. São eles: “litígios, processos regulatórios, medidas de conformidade e quando obrigados por intimação, ordem judicial ou outro procedimento legal”.

Além disso, a Uniswap Labs disse que também pode divulgar os endereços de carteira e outros dados com empresas de infraestrutura, como Infura e Cloudflare, por exemplo. Também pode compartilhar as informações com provedores de análise de blockchain para detectar e prevenir crimes financeiros.

Conforme destacou a Uniswap, não há coleta ou armazenamento de dados pessoais, como nomes de usuários, endereços residenciais, data de nascimento, endereços de e-mail ou endereços IP. “A Uniswap não compartilha seus dados com terceiros para fins de marketing”, disse a equipe.

A Uniswap Labs informou ainda que pode divulgar dados para investigar ou proteger contra atividades fraudulentas ou ilegais e riscos de segurança.

“Nós podemos transferir ou compartilhar dados com outra entidade em caso de fusão, aquisição, falência, dissolução, reorganização, venda de ativos ou ações ou outra transação comercial”, completou.

Por fim, a equipe destacou que lançou há pouco tempo um “servidor proxy reverso”. De acordo com a publicação, a solução impede que ferramentas de terceiros leiam os dados do usuário.

Usuários criticam nova política da Uniswap

Como era de se esperar, muitos usuários ficaram insatisfeitos com a nova política da Uniswap, conforme publicou The Defiant.

“A Uniswap é ao mesmo tempo o aplicativo DeFi mais descentralizado… Mas também é a corporação mais centralizada e corrupta quando se trata de lobby cripto”, disse Chris Blec. Ele é delegado de governança da MakerDAO.

Outros ironizam a iniciativa, afirmando que ela não corresponde ao espírito da descentralização e ao que é DeFi.

Enquanto isso, @magicdhz ponderou que é assim que funciona o processo de adoção:

“Eu odeio dizer isso a você, mas é assim que a adoção se parece”, disse Magicdhz. “A maneira como eu leio isso é, se as autoridades tiverem algum motivo para investigar suas atividades a Uniswap obedecerá. Se você não gosta dos termos de privacidade do Uniswap, pode bifurcar o código.”

terça-feira, 22 de novembro de 2022

Blockchain Cardano ganhará primeira stablecoin atrelada ao dólar em 2023

Blockchain Cardano ganhará primeira stablecoin atrelada ao dólar em 2023

Criptoativo receberá o nome USDA, e entidade responsável pela sua criação informou que ele seguirá as regulações sobre o tema
Lançamento da primeira stablecoin atrelada ao dólar da Cardano está previsto para o primeiro trimestre de 2023 (Yuji Sakai/Getty Images)
Lançamento da primeira stablecoin atrelada ao dólar da Cardano está previsto para o primeiro trimestre de 2023 (Yuji Sakai/Getty Images)

A EMURGO, entidade responsável pela área comercial da Cardano, anunciou que o blockchain vai ganhar sua primeira stablecoin oficial atrelada ao dólar em 2023, que se chamará USDA.

De acordo com o comunicado da entidade, o criptoativo será a primeira stablecoin "totalmente apoiada por uma moeda fiduciária e adequada às regulações" do ecossistema da rede Cardano, criada em 2017.

O objetivo do projeto é "proteger empresas e consumidores da Web3 da volatilidade do mercado cripto", ao mesmo tempo em que a stablecoin vai "aproveitar a estabilidade do dólar americano combinada com a segurança da Cardano, taxas baixas e um blockchain ecologicamente correto".

Por ser uma stablecoin, a cotação da USDA será fixa e correspondente ao dólar. Ou seja, 1 USDA valerá US$ 1. Esse tipo de criptoativo tem sido usado tanto como proteção de investimentos quanto para facilitar transações financeiras.

Para lançar a USDA, a EMURGO anunciou também uma parceria com uma companhia que presta serviços de regulação financeira nos Estados Unidos. Com isso, a stablecoin será criada seguindo as regras do país para depósitos e outras operações.

"Apoiada por ativos do 'mundo real', a USDA fornece estabilidade de preços forte e de longo prazo que pode eventualmente levar ao desbloqueio de serviços financeiros mais confiáveis ​​para o ecossistema Cardano", observa o comunicado.

A stablecoin será oferecida para os investidores a partir da Anzens, uma nova plataforma de produtos da EMURGO que vai operar na Cardano e é voltada para a área de finanças descentralizadas (DeFi, na sigla em inglês).

A previsão de lançamento é no primeiro trimestre de 2023, e os investidores poderão converter dólares no criptoativo usando cartões de crédito e débito, transferências online ou conversões usando a ADA, criptomoeda nativa da Cardano. A expectativa da entidade é permitir, no futuro, conversões usando outras criptomoedas, incluindo stablecoins.

A ADA se juntou à onda de desempenhos negativos entre os criptoativos nas últimas semanas, puxados para baixo pelo pessimismo entre investidores após a falência da exchange FTX.

O ativo, um dos dez maiores em termos de valor de mercado, caiu 24,4% nas últimas duas semanas. Além disso, recentemente a ADA caiu abaixo de US$ 0,35 pela primeira vez desde janeiro de 2021.

A perda desse valor de suporte piorou ainda mais a avaliação dos investidores sobre o criptoativo, e atualmente ele negocia na casa de US$ 0,30. O próximo valor de suporte calculado pelo mercado é de US$ 0,15.